quinta-feira, 15 de abril de 2010


Solidão se apossa e eu sinto minha alma sumir aos poucos, como se tivesse sido aspirada por palavras proferidas sem pensar... Já não tenho esperanças de que as coisas mudem e eu possa sorrir novamente, apenas me encolho e espero que o tempo voe em frente aos meus olhos e eu possa me levantar. Parada, sinto como se precisasse de um pulmão novo, de um coração novo, talvez de uma vida nova.. Há pessoas que desejo comigo além da eternidade, mas também gostaria de que algumas sumissem pela eternidade. Acho que preciso apenas de um colo macio, um silêncio, mas me parece tão distante e improvável que procuro não pensar nisso, procuro não pensar, procuro algo que me provoque um esboço de sorriso, uma música sádica talvez. Parece que nada é suficiente, que esse peso nunca sairá do meu peito, me esforço profundamente para sorrir, mas o máximo que consigo é rir estericamente de algo que muitas vezes nem existe. 'Fuga' é a palavra mais comum no meu interior, e por que não fugir?

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